27 de setembro de 2020

A revolução athleticana em Cochabamba

Foi um jogo histórico para o Athletico e também para o atacante Walter, que, depois de dois anos, marcou o gol que sacramentou a vitória eletrizante na Bolívia. Walter contou com o apoio do Furacão em sua recuperação e se emocionou muito na marcação do gol. Aliás, não teve quem não se emocionou com esse momento. 

O retorno aos gramados da CONMEBOL Libertadores aconteceu com todos os cuidados por causa da pandemia da COVID-19. E o Athletico entrou em campo contra o Jorge Wilstermann com mudanças. O experiente Lucho González começou o jogo com a braçadeira de capitão. O Furacão também teve os desfalques do Thiago Heleno, Nikão e Léo Cittadini. Mas os atletas que entraram deram conta do recado. 

Não foi um jogo fácil. Muito pelo contrário. A ansiedade pelo retorno era grande e foram os bolivianos que abriram o placar aos 10’, quando Alvarez recebeu uma bola no meio da zaga athleticana, se antecipou ao goleiro Santos e a bola entrou.

O Athletico foi crescendo de produção durante o primeiro tempo. O volume de jogo athleticano aumentou e a equipe conseguiu se organizar. Lucho e Erick perderam boas chances. E, aos 37 minutos, Aponte fez pênalti em Fabinho. O capitão Lucho González cobrou a penalidade com maestria e empatou a partida. 

O resultado deu tranquilidade para o término do primeiro tempo. Mas os adversários marcaram o segundo gol logo aos 10 minutos da segunda etapa, com o brasileiro Serginho.

O Athletico começou a mostrar sinais de cansaço. Wellington sentiu, Lucho também e foi substituído por Pedrinho. O técnico Eduardo Barros também colocou Ravanelli no lugar de Geuvânio.

As substituições surtiram efeito, a força mental do grupo também e o Furacão empatou novamente a partida com Christian, aos 27 minutos. Ele começou uma bela jogada pela esquerda, tabelou com Fabinho, tirou a marcação do zagueiro e chutou rasteiro para o fundo das redes. 

O técnico athleticano promoveu mais três alterações, que deram novo fôlego para a equipe. Abner Vinicius no lugar de Márcio Azevedo, Carlos Eduardo no lugar de Fabinho e Walter, o nome do jogo, entrou no lugar de Christian.

Aos 42’, Serginho do time boliviano foi expulso por falta violenta.

Com um jogador a mais em campo, o Athletico marcou o terceiro gol. Foi dos pés do Walter que chegou a revolução da partida na Bolívia. Aos 45 minutos, Jonathan cruzou da direita na entrada da área e Walter ajeitou com categoria para sacramentar a vitória do Furacão!