16 de junho de 2021

Curitiba gerou 18,7 mil empregos no primeiro trimestre, segundo Caged

Curitiba criou 18.733 novos empregos com carteira assinada no primeiro trimestre desse ano. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, divulgados nesta quarta-feira (28/4).

O saldo, que é medido pela diferença entre admitidos e demitidos, é quase quatro vezes maior do que o registrado no primeiro trimestre de 2020, quando totalizou 4.956 empregos. Naquela época, a economia começava a sentir os primeiros efeitos da pandemia de covid-19.

No primeiro trimestre de 2021, foram 113.831 contratações e 95.098 demissões no município. Curitiba respondeu, sozinha, por 24% das vagas geradas em todo o Estado, que totalizaram 78.434.

Para o prefeito Rafael Greca, os números mostram a retomada do emprego, mesmo com a adoção de medidas mais duras, como a bandeira vermelha e o lockdown para conter o avanço da covid-19.

“A economia do município é forte, as empresas são produtivas, estamos buscando dar apoio ao setor privado e aos poucos vamos voltando a gerar empregos e renda para a população”, disse o prefeito.

Serviços e construção

Os setores dos serviços e da construção foram os que mais contrataram no primeiro trimestre, com a criação de 10.535 e 7.562 vagas respectivamente. O comércio criou 1.452 novos empregos e a indústria, 2.232.

O saldo de Curitiba no acumulado de 2021 foi de 5.845 vagas geradas em janeiro, 12.992 em fevereiro e menos 104 vagas criadas em março. Apesar do saldo negativo no mês passado, o desempenho ainda é bem melhor do que em março de 2020, quando foram fechados 11.813 empregos.

Para o prefeito, a melhora do cenário de emprego é também resultado das ações do município em fomentar a capacitação de empresas e empregados. Tanto pela Agência Curitiba, que com os Espaços do Empreendedor apoia o pequeno e o microempresário, como pelos Liceus de Ofício, da Fundação de Ação Social (FAS), que promovem cursos e preparação para o mercado de trabalho.

Medidas

Por causa da pandemia, a Prefeitura vem adotando medidas para reduzir o impacto sobre a economia do município. Entre elas, a criação de um fundo de aval, de R$ 10 milhões, com potencial para alavancar até R$ 100 milhões em investimentos por parte das empresas curitibanas.

A desburocratização e a ampliação das atividades incluídas na lei de liberdade econômica também foi colocada em prática. A lei prevê a dispensa de alguns alvarás para atividades de baixo risco, facilitando o processo de abertura de empresas. No ano passado, o número de atividades abrangidas pela lei passou de 242 para 545 na capital.

O município também promoveu um programa de refinanciamento, o Refic-Covid-19, que permitiu o parcelamento de débitos em até 36 meses.

As medidas de suporte ao setor produtivo continuam em 2021. Em março, a Prefeitura prorrogou por 90 dias o prazo para pagamento do ISS para empresas incluídas no Simples e para Microempreendedores Individuais (MEIs).