27 de setembro de 2020

Taxa de transmissão e casos ativos desaceleram em Curitiba

Passado um mês do pico, o número de casos ativos do novo coronavírus em Curitiba caiu pela metade, de acordo com dados divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde. Outro indicador que mostra a desaceleração da pandemia é a queda na taxa de transmissão do vírus, que oscilou para 0.76, o menor índice desde maio, quando o contágio começou a acelerar na cidade. 

Nesta terça-feira (25/8) foram 4.008 casos ativos, 50% menos do verificado em 26 de julho, dia com a maior incidência desde o início da pandemia da covid-19 na capital paranaense, em março.

O número de casos ativos é o total de confirmados menos os recuperados e os óbitos. O resultado significa quantas pessoas podem transmitir o vírus caso não fiquem em isolamento.

“É um indicador importante para saber se a pandemia está ganhando ou perdendo força”, fala Marion Burger, médica infectologista do Centro de Epidemiologia da SMS de Curitiba.

Taxa de contágio abaixo de 1.0

Outro índice acompanhado diariamente pela Secretaria Municipal da Saúde é a taxa de transmissão do novo coronavírus. Trata-se do potencial de contágio de uma pessoa contaminada para outra.

Hoje essa taxa é de 0.76, a mais baixa desde o pico desse indicador, verificado na semana entre 13 e 18 de junho, quando ficou em 1.65. Isto significa que cada grupo de 100 pessoas contaminadas transmite o vírus para outras 76 pessoas. Quanto mais baixo o indicador, menos potencial de transmissão, ou ao contrário.

“Se a taxa estiver acima de 1.0 a pandemia está em aceleração. Abaixo disso a tendência é de queda ou estabilidade no contágio”, explica Diego Spinoza dos Santos, funcionário da Secretaria Municipal da Saúde responsável pelo cálculo da replicação do vírus.

Outro exemplo dessa taxa de contágio pode ser aplicado entre os casos ativos.

Se as 4.008 pessoas que sabem que têm covid-19 não cumprirem o isolamento elas poderão contaminar, hoje, outras 3.950 pessoas. Se a taxa fosse 1.0, elas transmitiriam para outras 4.008. Se fosse 2.0, para 8.016 e assim por diante.

Com mestrado em epidemiologia, Spinoza explica que usa o modelo do Imperial College London, referência em acompanhamentos de pandemia, para calcular diariamente a taxa de transmissão em Curitiba.

Pela taxa de contágio, a pandemia em Curitiba começou a acelerar no início de maio e atingiu o ápice em meados de junho. Nesse platô permaneceu até a última semana de julho, quando começou a oscilar para baixo. Em 7 de agosto a taxa caiu para 1.0 e iniciando a desaceleração.